NAMM 1

A Música – sempre com M maiúsculo – tem como uma de suas maiores aliadas hoje a Informática, a Telemática, e a Matemática. Não dá para voltar séculos atrás. Aliás, por falar em passado, a Matemática, junto com a Astronomia e a Música, formava, já nos idos da Grécia Antiga, o chamado Trivium das ciências. Por que estamos nos remetendo a tais fatos? É simples:

As notícias de eventos como a NAMM caducam, se aguardarem correspondentes enviados, seu retorno, a redação de seus relatos, a revisão, diagramação e impressão dos seus resultados em papel, e a distribuição das publicações, um processo igualmente caduco, em extinção, levando até marcas como o New York Times. Como sempre atrasados, os veículos brasileiros “especializados” até hoje têm dificuldades em responder simples emails.

Eis aqui a nossa cobertura da NAMM 2009, que se dividirá em 3 blocos: Computer Music, Cordas & Equipamentos e Percussão & Sopro. Alguns “especializados” perguntarão: “Aah, e os teclados?” Resposta: Teclado é instrumento de percussão. Por essas e por outras perguntas e respostas é que a ON&OFF voltou, com pessoal de fato especializado em Música. O resto pode tentar recomeçar, voltando para a Grécia Antiga.

1002b_p0a04_right_web2

BEHRINGER MIXER XENYX 1002B

A marca que já é lembrada pela excelente relação custo-benefício, lança um mixer ideal para o uso em home studios e outras pequenas aplicações. O Xenyx 1002 já é meu conhecido há cerca de um ano, funcionando ininterrupto no meu sistema. A inovação mais evidente no modelo 1002B são os faders individuais para os canais. No modelo anterior (uso um Xenyx 1002FX) apenas o main volume tem fader, sendo os individuais comandados por knobs. Outra inovação é são as conexões XLR para as 5 entradas estéreo, além dos plugs de 1/4″. Há ainda mandadas e pré-faders para monitor, além de leds de clipagem por canal. Importantíssimo: possibilidade de trabalhar com bateria.

beh

BEHRINGER MONITORES AMPLIFICADOS LINHA EUROLIVE

Há monitores e monitores para as mais diversas aplicações. São diferenças funcionais que poucos observam. Por exemplo: uma coisa é você precisar de pequenos monitores para ouvir música no computador, outra é usar este mesmo sistema para reproduzir sons de um instrumento virtual, como um baixo que trabalhe com frequências baixas, óbvio. Aí você precisa de monitores com falantes ou drivers de 12″ ou 15″, como os dos Eurolive. Há opções entre 200 e 2.200 watts, com preços a partir de cerca de 200 dólares (cuidado com a conversão, há impostos). Uma sugestão para quem quer algo mais do que pseudo-baixos é o modelo B315A , com driver de graves de 15″ e outro para agudos diafragma de titânio.

vb-991

BOSS ROLAND VB-99

Cerca de um ano depois de lançar o seu equipamento de modelagem física para guitarra, a empresa lança seu irmão baixista. São os mesmos dois processadores – que na verdade são 3, mais um para os efeitos – trabalhando modelos de baixo, amplificadores e efeitos. O gabinete é idêntico ao do VG-99 analisado na matéria principal desta edição da ON&OFF. Os baixos são um vintage e um nem tão vintage Jazz Bass Fender, outra dupla de Precisions, um Music Man StingRay, o velho e bom Rickenbaker 4001, um Gibson Thunderbird e um beatlemaníaco Hofner Violin Bass. De quebra vai uma Strato e uma Les Paul, para baixistas que também gostam de atacar com guitarras. Os amps são um Ampeg B-15, um Bassman 100, um Acoustic 360, Trace Elliot AH600SMX e SWR SM-400. Os efeitos são limiter e compressor BOSS CS-3, MXR DynaComp e os racks DBX 160x e UREI 1178. Além das emulações, o VB-99 vem com o Ribbon Controller, D BEAM e V-LINK para interagir com vídeo.

focusrite_guitar_fx_plug-in1

FOCUSRITE GUITAR FX SUITE

A modelagem física abre suas asas no mundo das guitarras virtuais. A Focusrite Audio Engineering lançou sua Guitar FX Suite que inclui em plug-ins VST/AU os amps Vox AC30, Marshall JCM900, Fender Twin, Mesa Boogie Rectifier e Fender Bassman, e os pedais Boss DS-1, Ibanez Tube Screamer, Electro Harmonix Big Muff e o Dunlop Fuzz Face. A marca lançou também na NAMM 2009 sua interface Firewire Liquid Saffire 56, com 8 entradas de microfone com prés, sendo 2 deles de terceira geração usadas nos Liquid Channel e Liquid 4Pre. Tem 10 saídas analógicas, 16 canais de ADAT, S/PDIF ou AES estéreo, MIDI I/O e 2 entradas virtuais em loopback para trabalhar áudio entre softwares.

mackie_srm1501

MACKIE SRM150 COMPACT ACTIVE PA SYSTEM

O SRM150 é uma daquelas “caixinhas” ativas que mais do que quebram o galho em amplificações diversas. Tem um mixer de 3 canais, com equalizador de 3 bandas. Os canais 1 e 2 suportam linha ou microfone com entradas banana ou XLR, com phantom de 48V. O canal 3 é uma entrada estéreo com jacks RCA, para players diversos ou sequencers. As 3 bandas ativas do equalizador – 100 Hz, 2.5 kHz e 12 kHz – trabalham independentes, permitindo ganhos separados das frequências, com cut/boost de 15 dB. O amplificador Class-D de 150 watts a 120 dB de SPL @ 1 metro movimenta um driver de 5.25″ de neodímio que responde de 100 Hz a 17.5 kHz. O monstrinho não para por aí. No seu painel traseiro tem conexão para mais um monitor ativo, como por exemplo um SRM450, ou mandar um sinal de microfone. Um Main Input pode receber sinal de outro monitor ou linkar mais SRMs. Em ambientes sem espaço ou em trânsito por ensaios e botecos, o SRM150 é o cara.

axiompro49-3qtrlt1

M-AUDIO AXIOM PRO CONTROLLERS

A M-Audio, distribuída em todo o Brasil pela Quanta, lançou na NAMM 2009 seus teclados controladores com a tecnologia HyperControl MIDI mapping, que mapeia automática e constantemente o fluxo de dados entre as estações de trabalho e o teclado em duas vias, permitindo que se mantenham diversos parâmetros de operação sem interrupções. O HyperControl envia os dados de controlador para o Pro Tools, Cubase, Logic e Reason, e instrumentos virtuais em software. Contatamos o suporte técnico da Quanta que nos informou a total compatibilidade da tecnologia HyperControl também com o Sonar. Os controladores Pro com 25, 49 ou 61 teclas vem também em versão sem HyperControl, mais baratas.

dmp3-3qtrltsl_big2

M-AUDIO PRÉ AMPLIFICADOR DMP3

A tecnologia de pré-amplificação da M-Audio, premiada pela prestigiosa Pro Audio Review, está presente em outro lançamento, o pré-amplificador DMP3, com 2 canais (entradas XLR e 1/4″), saídas balanceadas (1/4″), distorção harmônica THD+N .0005% @ 20Hz-20kHz e frequência de resposta de 20 Hz a 80 kHz. O equipamento tem phantom power de 48V e um ganho de nada menos do que 67 dB, o que o torna uma atraente e econômica ferramenta para aplicações em sistemas de gravação em áudio digital, por manter diferenças mínimas entre o sinal original de entrada e a saída pré de microfone, como em conversores A/D muito mais caros.

meyer1

MEYER SOUND MM-4XP

O MM-4XP é um mini sonofletor destinado a sistemas que trabalham com voz e som, como sonorização de estações, eventos e outras instalações onde avisos de locução dividem com música ambiente as atenções. À primeira vista chama a atenção seu visual em um gabinete de alumínio, que pode vir em várias cores, pensando na decoração. Sinal e alimentação são transmitidos por um acessório destinado a várias unidades (MPS-488) ou a apenas uma (MPS-481). Um trandutor de 4″ desenvolvido na fábrica de Berkeley da Meyer Sound dá um pico de 113 dB de SPL, num âmbito de 120 Hz a 18 kHz com baixa distorção, assegurando a alta qualidade, que é uma das assinaturas da marca.

guitar-rig-mobile11

NATIVE INSTRUMENTS GUITAR RIG MOBILE

A Native Instruments é uma das pioneiras no desenvolvimento de softwares de modelagem física para guitarra e baixo, o que significa poder contar virtualmente, em qualidade real, com diversos amps e efeitos sem precisar desembolsar uma grana preta. Desde os software Combo I, II e III, passando pelos Rig 1, 2 e 3, chegaram ao Guitar Rig Mobile, lançado na NAMM 2009. Pouco maior do que um smart phone, o aparelho mata a pau. Vai estar disponível para o mercado a partir de abril de 2009, com preço sugerido de US$ 119,00. O produto é composto pela interface de áudio I/O com 24bit/192kHz com conversores Cirrus Logic, e, é claro, drivers para PC e Mac. A Quanta Music importa e distribui os produtos da marca no Brasil.

rigxe2

NATIVE INSTRUMENTS GUITAR RIG UPGRADE

Junto com os lançamentos da NAMM 2009, a Native Instruments upgradou o Guitar Rig, eliminando bugs e acrescentando novidades. Foram acrescentados um compressor – Stomp Compressor – um Bass Pro Amp e novos bancos de sons. O upgrade 3.2 é gratuito para usuários registrados e pode ser feito no site. Os bugs corrigidos: remoção do ruído no switch do Bass Pro; aumento da velocidade do Stomp Compressor, salvamento dos settings de pedal externo; correção nos snapshots do módulo Cabinet & Mics; fixação de cabinets no Twang Reverb; compatibilidade com o Digital Performer 6 (OS X 10.5.x) e aperfeiçoamentos no RTAS ProTools 7.4/8.0..

sonar-v-studio-700-dv-711

ROLAND VS 700

 

Depois de adquirir a desenvolvedora de softwares Cakewalk, a Roland iniciou uma integração entre produtos cujo maior beneficiado é o amigo usuário. O sistema VS 700 é composto por:

 

VS-700C V-STUDIO CONSOLE: console de 8 canais voltado para o uso com o Sonar

VS-700R V-STUDIO I/O: 21/30 interface 24 bit/192 kHz com 8 prés

FANTOM VC SYNTHESIZER: com capacidade para 1.400 patches

SONAR 8 PRODUCER: famoso software sequenciador áudio/MIDI

 

Na linguagem de futebol, trata-se de um time com jogadores entrosados, capazes de oferecer resultados sonoros superiores a seus concorrentes. Claro que o melhor sistema é aquele que melhor atende às necessidades do usuário e sua familiaridade com seu comportamento, mas a reunião das marcas Cakewalk e Roland pode ser comparada à do Manchester City com o Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan. Longe da faixa de Gaza, claro…