OMB adverte: aula de música é com músico

Posted by saulowan on 19th junho 2009 in Sem categoria

Em sessão solene realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo, o novo presidente da OMB deu o seu recado: médico dá aula de medicina, advogado dá aula de direito e músico dá aula de música. O tom exacerbado é por conta de movimentos subterrâneos de professores de educação artística da rede pública querendo mais um cabide de emprego.

O Secretário de Educação não compareceu, mas o seu enviado parece não ter gostado do ambiente que encontrou na Assembléia, com o plenário cheio de músicos como o violonista Robson Miguel, a baterista Vera Figueiredo, o percussionista Dinho Nascimento e o maestro Aldo Barbieri, que também falou grosso defendendo os músicos dia 19 de junho de 2009.

A iniciativa da sessão foi do deputado tucano Rodolfo Costa e Silva, que junto com o deputado Bruno Covas e outros parlamentares parecem estar voltando os olhos para a classe musical. A primeira secretária da OMB, Maria Cristina Barbato, manifestou seu repúdio por uma cena de novela da Globo que coloca os músicos como drogados. Cabe processo.

Vamos ver se a classe terá que processar também as professorinhas de educação artística e todo o ranço da época da ditadura, que insiste em colocar os músicos como escória de uma sociedade que faz água por conta própria. A julgar pelos passos dos acomodados no berço esplêndido, vem aí uma boa luta de quem trabalha contra quem enrola.

One Response to “OMB adverte: aula de música é com músico”

  1. Claudia Souza Says:

    É muito engraçado os músicos mais uma vez ficarem fora dessa! Enquanto a categoria não se unir e reivindicar os seus direitos, músicos continuarão sendo considerados como ornamento de palco.
    Vivemos num país musical, mas que coloca seus músicos em último lugar. Por experiência própria, vivenciei situações que empresas gastam uma fortuna para fazer uma festa, dependem da música para animação e não valorizam o trabalho. Quando chega na hora de pagar os músicos, querem parcelar, prorrogar o pagamento e reclamam do valor, esquecendo-se de que por trás daquele profissional, existem anos de estudo e muito investimento em equipamentos.
    É necessário que haja união, pois sem música, não se faz a festa.
    Como se pode imaginar que professores com apenas 40 horas de aula, recebendo noções de música, serão capacitados para ensinar música.
    Os professores por sua vez, para defenderem o “alto padrão de ensino nas escolas públicas”, dizem que também não é possível para um músico, ter conhecimentos pedagógicos para lidar com crianças.
    Ora bolas, uma matéria de música, não ocupará toda a grade de ensino nas escolas. Embora a lei seja de grande valia, vai apenas camuflar o ensino de música, que ficará igual ao inglês nas escolas públicas brasileiras. Você só vai aprender a conjugar o verbo to be ou to have até o final do período.
    É lógico que os músicos não seriam apenas “jogados” para dar aulas, mas que se faça uma seleção, concurso, avaliação psicológica para ver se podem dar aulas.
    A indústria de instrumentos músicais está toda comemorando a grande venda que vai acontencer daqui há uns 6 seis anos.
    Os maestros, regentes e músicos profissionais, em condições de dar aulas, já devem estar pensando em mudar de profissão.
    Conheço maestros que fizeram 2 faculdades, estudaram 9 anos e poderiam muito bem dar aulas. Agora, vão perder uma oportunidade de emprego ou terão que fazer uma nova faculdade de pedagogia, para ensinar, quando muito a escala musical, que professores de artes, que não são músicos, vão achar um saco e com certeza, pularão esta parte.
    Ainda há tempo dos músicos interessados, se unirem e correrem atrás do seu direito.
    Assim como MÚSICOS não são professores de arte, PROFESSORES DE ARTE também não são músicos.

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