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Violeta de Gainza em Sampa

Posted by saulowan on 5th agosto 2009 in Sem categoria

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Esteve em São Paulo nos dias 1 e 2 de agosto a renomada psicopedagoga argentina Violeta Hemsy de Gainza, uma das maiores especialistas em educação musical do planeta. Violeta iniciou sua formação com a licenciatura em Música (Piano) na Universidade Nacional de Tucumán. Especializou-se em educação musical no Teacher’s College da Universidade de Columbia, nos EUA.

Graduou-se também em Psicologia Social, na Primera Escuela Privada de Psicologia Social Enrique Pichon Rivière, e estudou Eutonia com Gerda Alexander na França em 1976 e na Dinamarca em 1982 e 1983. Foi presidente do FLADEM – Foro Latinoamericano de Educación Musical de 1995 a 2005. Tem mais de 40 títulos publicados, envolvendo pedagogia musical, didática de instrumentos, improvisação e musicoterapia.

Foi professora de Didáctica Musical y Técnicas de Improvisación na Universidade de La Plata, membro da Comisión Asesora de la Carrera de Musicoterapia da Universidade de Buenos Aires, do ISME – International Society fos Music Education, presidente da Asociación Argentina de Musicoterapia, e diretora da Biblioteca Pedagógica de la Editorial Guadalupe de Buenos Aires.

Realizou workshops e eventos sobre educação musical em praticamente todo o mundo, e na sua passagem por São Paulo, convidada especialíssima da CAEM – Central de Apoio às Escolas de Música, para o 5o. Encontro Nacional das Escolas de Música, matou a cobra e mostrou o pau, convidando voluntários da platéia sem qualquer informação musical para realizar uma oficina aqui documentada em vídeos.

No início dos trabalhos, Violeta ressaltou o papel da integração dos alunos, mostrando a necessidade da sua aplicação na educação musical, além da inclusão social dos alunos.

Em seguida fez uma panorâmica da educação musical do jardim de infância à universidade, falando do que ocorre nos países que têm a música na escola, e do caso do Brasil.

Na oficina propriamente dita, usou instrumentos musicais de brinquedo para que os participantes iniciassem sua familiarização com o som, de modo progressivo.

Ajudada pela platéia – composta de professores e pedagogos musicais – fez os voluntários solfejarem, entoando com alguma dificuldade sequências de notas.

O resultado final foi surpreendente, com Violeta dirigindo processos de improvisação acessíveis a qualquer leigo, tendo como resultado composições consistentes.

Reclamando do pouco tempo que teve para realizar seus trabalhos, encerrou a apresentação na manhã do sábado, dia 1 de agosto.