Archive for junho, 2009

Mágico & CMIJ, mais do que parceiros

Posted by saulowan on 30th junho 2009 in Sem categoria

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O CMIJ tem o patrocínio do achocolatado Mágico, fabricado pela Pepsico. A história do Mágico tem tudo a ver com o CMIJ, visto que ele trava uma disputa com as marcas próprias das grandes redes de varejo, David contra Golias, assim como o CMIJ pretende enfrentar as grandes redes de ensino musical caduco.

O CMIJ agitará a região do Bixiga em Sampa, com cursos gratuitos de guitarra, baixo, bateria, vocal, teclados & produção musical e DJ & computer music. Bandas serão formadas e estarão sendo assistidas pelos professores de instrumentos e produção musical para finalizar seus próprios trabalhos.

Em 2009 Mágico foi reformulado e agora tem 40% mais cacau que a fórmula anterior e muito mais sabor de chocolate. Com embalagem econômica, em saquinhos, o representante da linha de achocolatados Pepsico vai de encontro ao crescimento do poder aquisitivo das classes menos abastadas, com um preço que todos podem pagar.

Com aulas e oficinas de música gratuitas e com didática inédita e prática, o CMIJ vai de encontro à sede cultural das classes menos afetadas pela indústria cultural e seus lobbies. O CMIJ tem 12 professores escolhidos a dedo e vai oferecer além das aulas grátis, uma Acervoteca de CDs e DVDs, workshops com feras da música paulistana e cybercafé.

A parceria Projeto CMIJ e Pepsico foi possível graças ao uso de lei de incentivo fiscal do PAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, e vai funcionar na Rua Santo Antônio 833, sob a coordenação da Associação Cultural Dynamite e sua equipe.

Como se vê, uma parceria não fica apenas nas conveniências comerciais e mercadológicas, é preciso afinidade com o público para o qual são dirigidas as atividades do patrocinador e do patrocinado. É com esse espírito cooperativo e inovador que Pepsico e CMIJ repetem o refrão: “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”…

Classic450 da TC Electronics

Posted by saulowan on 24th junho 2009 in Sem categoria

TC

O  tempo das geladeiras pretas – aqueles grandes amps imponentes no alto de um par de caixas – já chegou ao fim, mesmo com a resistência dos dinossauros instrumentistas. Depois dos guitarristas, que têm à disposição emuladores de amps e efeitos em softwares e alguns módulos, os baixistas também ganharam recentemente equipos semelhantes.

Dentre as últimas novidades para os tocadores de cordas grossas está o Classic450 da TC Electronics, com seus 450 watts em amp classe D, que usa o TubeTone para emular as características das geladeiras pretas, para baixos com captação ativa ou passiva, em gravações ou ao vivo. Preço sugerido: 1.095 dólares.

Rhodes is back

Posted by saulowan on 24th junho 2009 in Sem categoria

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A Rhodes volta a fabricar e vender seus fabulosos pianos na sua fábrica em Long Beach. Preferido pelos jazzistas e músicos instrumentais em todo o mundo (Herbie Hancock, Chick Corea, Stevie Wonder, Joe Zawinul e Donald Fagen, dentre muitos) o piano foi inventado durante a segunda guerra mundial, com um timbre inigualável.

Em 1959 Harold Rhodes, o seu inventor, se associou com Leo Fender e em 1984 produziu o famoso Fender Rhodes Mark V, o último modelo da série. Agora está sendo lançado o Mark VII, fiel ao velho e bom design, segundo o CEO Joseph Brandstetter: “A coisa mais importante pra nós é manter a integridade do instrumento.”

SAMSON XP308i

Posted by saulowan on 24th junho 2009 in Sem categoria

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A SAMSON, marca distribuída no Brasil pela Florence Music, está lançando um produto bastante útil aos nossos músicos. Trata-se de um mini PA com 300 watts de amplificação e mixer de 8 canais com preço sugerido no exterior de 680 dólares, e foi batizado de XP308i e vem ainda com um encaixe para iPod.

As caixas, ativas, tem woofers de 8 polegadas em duas vias com amplificador classe D. O mixer, que pode ser usado à parte do sistema, tem 4 entradas para microfone/linha, 2 entradas estéreo e controles de grave e agudo. Há conexões para mais monitores, processador de efeitos interno e todo o sistema pesa cerca de 18 quilos.

OMB adverte: aula de música é com músico

Posted by saulowan on 19th junho 2009 in Sem categoria

Em sessão solene realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo, o novo presidente da OMB deu o seu recado: médico dá aula de medicina, advogado dá aula de direito e músico dá aula de música. O tom exacerbado é por conta de movimentos subterrâneos de professores de educação artística da rede pública querendo mais um cabide de emprego.

O Secretário de Educação não compareceu, mas o seu enviado parece não ter gostado do ambiente que encontrou na Assembléia, com o plenário cheio de músicos como o violonista Robson Miguel, a baterista Vera Figueiredo, o percussionista Dinho Nascimento e o maestro Aldo Barbieri, que também falou grosso defendendo os músicos dia 19 de junho de 2009.

A iniciativa da sessão foi do deputado tucano Rodolfo Costa e Silva, que junto com o deputado Bruno Covas e outros parlamentares parecem estar voltando os olhos para a classe musical. A primeira secretária da OMB, Maria Cristina Barbato, manifestou seu repúdio por uma cena de novela da Globo que coloca os músicos como drogados. Cabe processo.

Vamos ver se a classe terá que processar também as professorinhas de educação artística e todo o ranço da época da ditadura, que insiste em colocar os músicos como escória de uma sociedade que faz água por conta própria. A julgar pelos passos dos acomodados no berço esplêndido, vem aí uma boa luta de quem trabalha contra quem enrola.

Vem aí o CMJ no Bixiga

Posted by Pomba on 18th junho 2009 in Sem categoria

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A Associação Cultural Dynamite, é uma OCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. OSCIPs são ONGs criadas por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas.

A Pauta Arte & Comunicação é uma microempresa que comemora seus 20 anos de atividade em 2009, voltada para as atividades de música e jornalismo, dentre elas a produção de matérias técnicas e análises de instrumentos e equipamentos, mídia didática para instrumentos musicais, composição, arranjos e transcrição musical.

Juntas, Dynamite e Pauta tornam realidade o CMJ – Centro Musical da Juventude, que são oficinas musicais buscando a inclusão social em áreas de degradação urbana, levando a música para crianças a partir de 10 anos de idade e adultos, através de aulas de guitarra, bateria, contrabaixo, vocal, teclados e música eletrônica.

Um grande centro cultural está em obras no bairro da Bela Vista – carinhosamente conhecido como Bixiga – onde as atividades do CMJ, incluindo uma Acervoteca com livros, CDs e DVDs e vários espaços interativos terão início a partir do segundo semestre de 2009, contando com monitores e professores com experiência didático-musical.

Algumas parcerias estão em estudo e andamento, visando incrementar o equipamento a ser instalado na Rua Santo Antonio 833. A regência do projeto é feita a várias mãos, destacando-se o músico, DJ e produtor cultural André Pomba Cagni, o músico e especialista em computer music Saulo Wanderley e vários outros profissionais.

Durante a Expomusic 2009, a ser realizada em setembro, as atividades do CMJ estarão sendo exibidas ao público visitante em stand, além de outras novidades como o relançamento da revista de música, instrumentos, equipamentos e educação musical On & Off e outros projetos da Dynamite e Pauta.

Troféu Clave reúne músicos em Sampa

Posted by saulowan on 4th junho 2009 in Sem categoria

Já fazem seis meses que o Prof. Roberto Bueno é o novo presidente da Ordem dos Músicos do Brasil, depois da difícil tarefa de colocar fim aos desmandos de seu antecessor, o que só conseguiu impedindo sua permanência e até a entrada nas dependências da sede na Av. Ipiranga, em Sampa, mediante a troca do segredo das fechaduras.

A chamada imprensa “especializada” e mesmo a imprensa comum – que de comum no Brasil tem muito pouco – nada noticia sobre a OMB e a mudança de comando histórica, depois de um nevoeiro de mais de 4 décadas. Infelizmente, essa imprensa prefere criar factóides a benefício de seus donos, ou a faturar em cima de tragédias, ano após ano.

No dia 3 de junho de 2009, a OMB homenageou diversos músicos e personalidades do mundo musical brasileiro com o Troféu Clave, “pelo seu profícuo desempenho profissional e valiosa dedicação à música, como arte e cultura na sua mais cristalina forma”, nos dizeres do diploma que acompanhou cada premiação.

Presentes no auditório nomes dos mais variados gêneros e atividades, desde o mais técnico, como Carlos Gelman – que desenvolveu o Mouse Foot, um “virador” de páginas de partituras eletrônico acoplado a computador – até expoentes da música instrumental de vanguarda paulistana, como Zé Eduardo Nazário e inúmeros outros feras.

Se desculpando por aproveitar o momento festivo para prestar contas de sua gestão, o Prof. Roberto Bueno resumiu brevemente os últimos acontecimentos, chamando a classe musical a participar de iniciativas como aulas de música para menores carentes do Projeto Guri, e outros projetos, ressaltando que tudo está sendo feito com pouca ou nenhuma verba.

Alguns premiados dirigiram-se à platéia lembrando o descaso e desrespeito como são tratados os músicos no Brasil. Outros ressaltaram a diferença etária entre os agraciados pelo troféu, apontando para uma integração entre gerações de músicos, trabalhando para valorizar a profissão, tratada como verdadeiro supérfluo pela elite social tupiniquim.

Fica então o registro, em esforço único da imprensa brasileira, que parece estar – como costuma escrever e falar sobre a classe musical – bêbada e/ou drogada para a realidade, fazendo jus a seus salários para puxarem o saco dos donos das grandes máfias da informação nacionais. Viva a música, soando em réquiem para o jornalismo marrom.

BEHRINGER: 20 anos de sucesso

Posted by saulowan on 3rd junho 2009 in Sem categoria

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A fabricante de equipamentos e instrumentos musicais Behringer revolucionou o mercado do ramo em 20 anos de existência. Saiu de uma garagem na Alemanha para ser uma das maiores fornecedoras de equipamentos musicais com vendas globais da ordem de 215 milhões de dólares. Seu fundador, Uli Behringer explica como montou uma fábrica na China para conseguir tudo isso.

Uli é filho de um físico nuclear e organista de igreja, que construiu o primeiro órgão eletronicamente controlado em 1966, e com o instrumento de mil tubos em casa, foi inspirado a estudar piano erudito desde os 4 anos de idade, e também engenharia de som. Comemora os 20 anos prevendo os efeitos da crise na indústria mundial do setor.

Curiosamente a Behringer é distribuída e representada no Brasil por uma empresa que também nasceu das mãos de músicos. Juliano e Everton Waldman – este último guitarrista – fundaram a Equipo em uma sala de 3 x 3 m no Bom Retiro, no começo dos anos 90 com o mesmo conhecimento musical e técnico que impulsionou o fundador da Behringer. Com a palavra Uli:

Como estudante, eu não tinha recursos para montar meu próprio estúdio de gravação. Comecei a construir equipamento primeiro para mim mesmo e mais tarde para os amigos. Imediatamente descobri que a maioria dos músicos encaram o mesmo dilema e há uma tremenda procura por equipamento bom e acessível.

Comecei minha missão pessoal e mais tarde a filosofia da empresa, de oferecer produtos profissionais a preços ao alcance de todo músico. Isso forjou o mote da Behringer “O dobro das características pela metade do preço”. Assim que o mercado percebeu isso e outros fornecedores entraram nessa, nosso lema já não valia e mudamos completamente nosso foco para o tipo, qualidade e valor agregado através da inovação.

A Behringer foi uma das primeiras empresas a fabricar na China. O que o levou à China e quais foram os primeiros desafios para fabricar lá?

UB – Como eu tinha planejado oferecer produtos profissionais a preços acessíveis, entendi que a Europa não era o lugar certo para fabricar. Sabia que os componentes de alta qualidade estavam vindo de vendedores chineses e que o custo de fabricação na China era significativamente menor. Fazia sentido colocar o processo de produção o mais próximo possível da fonte de materiais e trabalho.

Em 1990 eu voei para Hong Kong procurando por um contrato de fabricação e fiquei impressionado porque toda pergunta era respondida por “mo mantai”, ou seja, “sem problema”. Claro que logo aprendi que essas colocações tinham perna curta – havia um monte de problemas -  mas isso foi o começo de uma surpreendente viagem que me manteve na Ásia por mais de 12 anos.

Começamos a trabalhar com contratos de fabricação, mas logo ficou evidente que seria impossível gerenciar um relacionamento a 10 mil milhas. Enquanto as amostras pareciam perfeitas, a gente sempre recebia containers cheios de lixo. Estou certo de que outros fabricantes tiveram experiências semelhantes.

Ao passo que outras empresas na China optaram por produzir usando diversos contratos de fabricação, você construiu sua própria fábrica. Quais são os benefícios de uma operação de fabricação verticalmente integrada?

UB – Em 1997 voltei pessoalmente a Hong Kong para ficar perto da ação. Abrimos um escritório lá para ficar ao lado das coisas e controlar os contratos de fabricação. Nos anos seguintes percebemos que era impossível gerenciar os contratos de fabricação, com qualidade e prazo de entrega sendo problemas constantes. As tentativas para melhorar os padrões só duravam o quanto durava nossa visita à fábrica.

É preciso entender que aqueles contratos de fabricação chineses tinham agendas diferentes das de seus clientes, incluindo nisso cortar arestas de componentes só para aumentar o lucro. Em 2002 finalmente decidimos estabelecer nossa fabricação na China, o que foi um outro grande marco em nossa história.

Para descrever todos os desafios que precisamos encarar na China seria preciso escrever um livro, e muitos livros foram escritos exatamente com esse tema! Se eu pudesse colocar minha experiência em uma frase, eu diria: “Se você não entende totalmente a cultura chinesa, não terá sucesso” Eu levei 20 anos para entender, respeitar e abraçar essa cultura e seu povo.

A maioria das pessoas acreditam, erradamente, que tocar a sua própria fábrica diminui os custos. A realidade é que quando você tem sua própria fábrica precisa encarar desafios nunca antes vistos. A vantagem não é diminuir custos, e sim conseguir qualidade total, controlando seu encadeamento de produção.

Fazendo este investimento na “Behringer City”, obtivemos total controle sobre todos os processos e todos compartilham seus objetivos e valores. Nós temos conduzido o nível de integração vertical ao extremo, quando, por exemplo, não apenas enrolamos as bobinas de nossos alto-falantes, mas também produzimos a polpa para a fabricação dos seus cones, tudo com o propósito de manter os mais altos padrões de qualidade.

Quais foram as habilidades de gerenciamento que você teve que aprender para fazer funcionar corretamente esse sistema complexo?

UB – Gerenciar significa gerenciar pessoas, o único recurso real que você tem. Geralmente tudo começa do topo para baixo, e o cabeça da empresa configura a visão e a cultura. Tudo na vida começa com uma visão, e se você não alinha os esforços da empresa não terá sucesso. Nossa visão é claramente construir a melhor e mais eficiente empresa com forte foco nos valores humanos.

Eu sempre emprego as pessoas que têm habilidade que eu não tenho. Costumo recrutar eu mesmo os executivos chave, às vezes abaixo do nível dos engenheiros. Minha real habilidade é escolher as pessoas hábeis com “P” maiúsculo de paixão, porque acredito que a paixão é a essência da vida.

Vemos o tempo como um dos mais preciosos recursos que temos, então gastamos uma quantidade enorme de energia para evitar gastar qualquer porção dele. Na Behringer usamos sistemas e automatização para eliminar trabalhos repetitivos, e assim damos chance para que as pessoas usem seu tempo para criar processos de valor agregado e se tornar os arquitetos do sistema.

Nos últimos dez anos colocamos uma tremenda ênfase nos sistemas integrados como o ERP – Enterprise Resource Programs – Six Sigman, Kaizen, ou fabricação magra, e Business Process Automation – tudo com o objetivo de tentar fazer os trabalhos mais rápidos, melhores e mais baratos. Nosso CEO, Michael Deeb e eu, ambos dirigimos estes processos, e não há nada mais intelectualmente estimulante do que isso.

Isso se tornou uma obsessão para nós, e sempre brincamos sobre até onde podemos automatizar uma empresa. Encorajamos as pessoas a se apropriar e conduzir os melhoramentos por si mesmas. Você cria uma cultura surpreendente na qual as pessoas progridem, constroem ferramentas inéditas, e tem como consequência resultados previsíveis que permitem recompensá-las ao mesmo tempo que o desempenho se torna mensurável.

O que a Behringer está fazendo para manter sua estratégia de produtos de alto valor, enquanto os custos na China sobem?

UB – Tivemos a vantagem de ter estabelecido nossa presença na China pelo menos uma década antes da maioria das outras empresas na nossa indústria. Já resolvemos muitas das questões que agora podem surpreender os outros. E também aproveitamos os benefícios de nossa integração vertical, controlando muito do nosso destino. A combinação de nossa experiência aliada ao aumento de custos também para a nossa concorrência, mantêm a Behringer numa posição competitiva.

Os mercados tornaram-se completamente transparentes com a maioria das empresas comprando das mesmas fontes. Desse ponto em diante, a margem competitiva vem da eficiência dentro da organização.

A China está sofrendo agora os sintomas que todos os países em desenvolvimento sentem. O aumento de salários em 20% ao ano, impostos, etc. O trabalho nos velhos tempos era tão barato que a qualidade do gerenciamento não tinha nenhuma relevância de fato, porque havia muito espaço para a falha. Isso tudo mudou, e a situação atual forçou até 50% das fábricas de Dongguan – uma área que já foi a central de fabricação da China – a fecharem suas portas. Isso junto com o fato da China declarar que as empresas governamentais não rentáveis deveriam ser vendidas ou fecharem suas portas.

Há uma clara tendência de que inúmeras empresas estão se esforçando, e prevejo quantidades maciças de outras na bancarrota nos próximos dois anos. A crise mundial de crédito vai acelerar mais ainda este processo.

Diversas empresas decidiram se mover para o interior, ou deixam a China, vão para o Vietnam, etc. atrás de custo do trabalho mais barato, mas dão de cara com uma pior base de fornecedores. A questão que precisa ser respondida é de quanto tempo levará para que estes países alcancem os mesmos níveis de salários. Temos que aceitar o fato que basicamente não há mais países de baixo custo, há pouca tolerância para o erro, e a única maneira maneira de sobreviver é maximizar eficiências. Por outro lado, você verá uma forte consolidação dos fabricantes na nossa indústria. Estamos com certeza rumando para tempos interessantes.

O uso de computadores e seus programas está transformando todas as facetas da produção do áudio e da música. O que tem para nos dizer sobre como esta tendência está afetando o desenvolvimento dos produtos da Behringer, e o que você vê como uma das grandes oportunidades de mercado chegando?

É incontestável que muitas das oportunidades para os fabricantes de hardware desapareceram no computador. Entretanto haverá sempre uma necessidade para o fanático por hardware fazer a interface entre o mundo exterior e o computador, assim como uma necessidade de controle táctil sobre os processos de produção da música. A Behringer oferece muitos produtos em ambas as categorias, e continuará a desenvolver mais, e melhorar.